- "Odes" (I, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC): Carpe diem quam minimum credula postero (Aproveite o dia, confia o mínimo no amanhã) - Gramática do Mundo - Ler e escrever o mundo através da Geopolítica - "A melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo" (Alan Kay) - "Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa" (Guimarães Rosa)
quinta-feira, 4 de abril de 2019
sexta-feira, 22 de março de 2019
QUANTO MAIS IDIOTA, MELHOR
Desde então
entramos numa espiral de idiotização sem precedentes. Claro que essa
característica acompanha muitos que se alienam e se afastam do mundo real.
Vivem de fantasias, de crenças no imponderável, no improvável e no
incomprovável. Mas são alimentados pelo medo. Medo da morte, da perda do
emprego, da violência, dos pobres, dos negros, dos homossexuais… medo… medo…
medo. Um fator de controle geopolítico, mas também de domínio das mentes e
muito bem aproveitado pelas igrejas. Notadamente as de origem neopentecostais,
cujo objetivo político, marcadamente reacionário, está explícito há décadas. E
mais visível desde a primeira campanha eleitoral dos EUA que elegeu Barack
Obama. Negro, descendente de africanos e tido naquele país como “comunista”.
Aí entra a questão
da ideologia. Alguns ressentidos personagens, cuja revolta pessoal dirige-se
contra a academia, as universidades, por não serem reconhecidos nessas e sequer
tivessem conseguido se verem aceitos em seus espaços, ou por não terem chegado
sequer a concluir cursos secundários. Inclua-se nessa lista charlatões que ocupam
púlpitos e apostam na idiotização para destilarem discursos de ódios,
transformando o Deus que tantos procuram em uma figura vingativa, persecutória
e alimentadora da individualidade gananciosa. O sentido coletivista, elemento
essencial para a compreensão do cristianismo primitivo, tornou-se alvo de
ataques, e aqueles que comportam esse sentimento visto como comunista,
expressão tornada um adjetivo perigoso e sinônimo de comportamento pecaminoso.
Substitui-se, nessas circunstâncias, e por meio desse discurso absolutamente
ideológico, o sentido de libertação e de busca pelo bem-estar em sociedade, por
um comportamento tosco, rude, que torna-se definidor de caráter, já que
incorpora atitudes permeadas de ódio e de não aceitação do outro indivíduo que
consigo vive nessa sociedade, por escolherem caminhos diferentes dos seus para
viverem.
Claro que com um
quadro desses a eleição não poderia trazer surpresas. Embora muitos ficaram
impactados com o resultado eleitoral. Mas haviam mais de dois anos que o Brasil
caminhava para a escolha de um presidente que se encaixasse no perfil que esses
idiotas desejavam. Enfim, buscavam alguém que lhes representassem nessas
características que explicitaram nesse período. Alguém que fugisse do perfil
tradicional trazido pela velha política, essa que foi largamente defenestrada,
e que por consequência atingiu duramente a democracia.terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
O EIXO DO MAL - VENEZUELA, IRÃ E CORÉIA DO NORTE
Como faz diferença ter capacidade de produzir mísseis
nucleares. Coréia do Norte sempre foi um dos eixos do mal, desde a Era Bush.
Quando invadiu o Iraque o eixo-do mal, assim distinguido pelos falcões
estadunidenses, eram: Irã, Venezuela e Coréia do Norte. Continuam sendo, mas
desses três o mais blindado por sua capacidade bélica é a Coréia do Norte. Isso
faz com que o Trump, sucessor das diatribes da família Bush, viaje por milhares
de quilômetros para uma "reunião de cúpula" com o líder coreano.
Quanto ao Irã e a Venezuela pairam sobre seus territórios guerra híbrida e
ameaça de invasão militar. Ressalte-se que o potencial bélico do Irã não é de
se desprezar, com capacidade de atingir Israel, e quiçá com mísseis nucleares,
embora isso não seja de todo certo. No caso da Venezuela o que faz com que os
EUA ainda não tenha optado pela invasão é o potencial guerrilheiro que existe
naquele país. Calcula-se em mais de um milhão de milicianos bolivarianos,
armados e dispostos a morrer na defesa da soberania venezuelana, além das
forças armadas e das tropas regulares. Até que ponto isso será empecilho para
as invasões não se sabe, mas sabe-se sim a importância que esses países
possuem, seja pelas riquezas existentes em seus subsolos, com as maiores
reservas de petróleo do mundo, além de territórios situados em posições
estratégicas no espectro da geopolítica mundial e nas disputas entre EUA,
Rússia e China.
Na impossibilidade disso se concretizar assistimos a
comportamentos bizarros nas relações internacionais. É absolutamente ridículo
ver EUA, União Européia e Grupo de Lima, se apegarem a um presidente
"autoproclamado". Isso é inusitado, e só mostra a falta de
alternativas para derrubar Maduro. Aberração maior do que essa é ver uma
imprensa estúpida, comprar essa história e se referir a alguém que não foi
eleito, como presidente “autoproclamado”. Imaginem se a moda pega. É
absolutamente vergonhoso e demonstra cabalmente que não há isenção por parte de
uma imprensa que soma suas vozes quase que de forma uníssona em torno dos
interesses estadunidenses. Ajuda humanitária o catso! Porque a ONU não assumiu
a frente disso, se o interesse era de fato ajudar? Claro que essa foi uma
estratégia para invadir a Venezuela. Por outro lado a situação da Venezuela é
em grande parte gerado por um bloqueio econômico pérfido, imposto pelos EUA.
Ora, se há crise humanitária, porque não acabar com o bloqueio econômico?
Simples, porque não é esse o objetivo, normalizar a situação na Venezuela, mas
aplicar um golpe de estado e impor ali um novo regime que seja equivalente
políticamente aos novos governos de direita que assumiram o poder no Brasil,
Argentina, Paraguai e Colômbia.
Quem é ditador nessa história? Se o autoproclamado,
como o termo mesmo indica se indicou como presidente, sem ter sido eleito para
o cargo de presidente. Pode isso? As regras da ONU mudaram? Claro que essa é
mais uma estratégia da guerra híbrida, criar uma polarização em torno de um
governo paralelo, mesmo que ilegítimo, mas apoiado por aqueles países que tem
interesse em derrubar o regime bolivariano, visto como o último baluarte do
"socialismo". Embora haja controvérsia sobre se de fato há socialismo
naquele país. Particularmente não vejo assim. Há um governo que resiste
bravamente a um pérfido bloqueio econômico e a um cerco de países
governados por setores conservadores, e por isso e outras razões, entregue
a enormes dificuldades para governar. Venezuela é a bola da vez. Desde há mais
de uma década. Assim como Irã e Coréia de Norte. Cada um desses países se
depararão em algum momento com uma guerra híbrida, a exceção da Venezuela
que já vive isso. O difícil é desestabilizar um governo que possui capacidade
nuclear, no caso da Coréia do Norte. Não se sabe nas mãos de quem isso
pode cair.
Anos atrás escrevi sobre isso aqui nesse blog,
acompanhando também as avaliações do professor Moniz Bandeira, falecido no ano
passado, e de Pepe Escobar, um dos mais capacitados analistas em Geopolítica
para o Oriente Médio. Claro que a conjuntura era diferente, já que os artigos
foram escritos no ano de 2010, logo que criei esse Blog.
Sugiro a leitura dos artigos que intitulei “O Eixo do
Mal”:
1. O EIXO DO MAL (I) - O IRÃ - https://gramaticadomundo.blogspot.com/2010/07/o-eixo-do-mal-i.html
2. O EIXO DO MAL (II) – A VENEZUELA - https://gramaticadomundo.blogspot.com/2010/07/o-eixo-do-mal-ii.html
3. O EIXO DO MAL (III) – A CORÉIA DO NORTE -
https://gramaticadomundo.blogspot.com/2010/08/o-eixo-do-mal-iii.html
sábado, 26 de janeiro de 2019
TEMPOS INSIDIOSOS – COMO COMBATER OS VÍRUS QUE CORROEM CÉREBROS.
domingo, 25 de novembro de 2018
A ONDA – OS DEMÔNIOS QUEREM NOS AMORDAÇAR
![]() |
| Filme "A Onda" - Alemanha, 2009 |
Esse
comportamento, inicialmente por meio de insatisfações contidas,
tornam-se revoltas latentes quando são estimuladas por opositores,
ou quando interessa estrategicamente a algumas forças externas
vinculadas a governos ou corporações, desestabilizar politicamente
um país e envolver multidões em atos que leve a reações
violentas. Isso
tem ocorrido com frequência na última década, e tem um nome:
“guerra híbrida”.
Mas
essa linha, entre apoio a um governo por conta de suas situações
econômicas e a revolta com o mesmo, é muito tênue. Se desfaz
rapidamente. Então é preciso que os que estão no governo pensem
estrategicamente. Primeiro na inevitabilidade das crises e como prevenir-se diante da eminência de que elas ocorrerão. Segundo
criando as condições para que essa massa de pessoas tenham a
compreensão de como a realidade funciona e dos interesses escusos
que muitas vezes levam governos à bancarrota em meio a disputas
ferrenhas pelo poder.
A
história nos mostra que movimentos políticos ou sociais que
transformam-se em ondas, tendem a consolidar-se de forma tirânica,
seja como ditaduras, teocracias, totalitarismos, absolutismos ou
arremedos de democracias. Não importa o formato, se houver o apoio
da maioria da sociedade e que esta assimile o discurso imposto por
impostores, com perdão da redundância, as dificuldades para retomar
um curso mais racional e progressista se tornam enormes e demandam
tempo. E o que se vê, mais do que as questões que envolvem as
políticas de Estado, do grande Poder, por assim dizer refletindo os
estudos de Michel Foucault3
bem explicado pelo geógrafo francês Claude Raffestin4,
é um ataque às liberdades individuais que vieram se consolidando
desde o final do século XX.segunda-feira, 15 de outubro de 2018
DIA DO/A PROFESSOR/A: O QUE TEMOS PRA COMEMORAR? EU VEJO O FUTURO (AMEAÇANDO) REPETIR O PASSADO...
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| 1981 - 7 de setembro - greve nacional dos estudantes |
Seguirei firme, procurando transmitir
um saber que possa ser compreendido como necessário à transformação social, ao
respeito pelo outro, à aceitação da diversidade, às escolhas individuais, à
democracia e à liberdade. Agradeço aos meus melhores alunos e alunas (e são
muitos, maioria) que sempre me garantem um feedback, que possibilita meu aprimoramento. E, juntos, podemos cada vez mais
tentar entender o que há por trás dos comportamentos humanos, a complexidade da
humanidade e aprender sobre qual a melhor atitude e o caminho adequado para
atingirmos nossos objetivos comuns. Só não conseguimos, pois não é atribuição
nossa, enquanto professor, mudar o caráter das pessoas. Seria bom que fosse, pois “o caráter
de um individuo, é o seu destino”.






















