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| Foto: site brasil247.com |
O STF antecipou-se
a uma decisão que deveria ser tomada caso a Câmara dos Deputados não implementasse nenhuma providência quanto às condenações dos parlamentares. Agiu cometendo
ingerência no que deveria ser decisão de outro poder soberano. Sob pressão da
mídia conservadora fabricou uma crise inter-institucional que pode abalar a frágil
democracia brasileira. A perda de mandato poderia ser automática, na medida em
que a prisão dos parlamentares condenados os tornariam ausentes, o que pelo
regimento, e contando-se os dias regimentalmente permitido para faltas, seriam
declarados vagos os seus mandatos, com os suplentes sendo chamados a assumirem.
Isso na possibilidade remota de a Câmara não colocar em votação a perda dos
mandatos. De afogadilho, e com discursos reacionários, demonstrando um claro
caráter de exceção ao julgamento, o STF pecou por excesso. Algo inaceitável em
um órgão da importância que ele detém na república e na democracia.
O “discurso” do
ministro decano, que proferiu o último voto, foi eminentemente político, para
agradar um público sequioso não de justiça, mas para atender interesses outros,
dos setores conservadores midiáticos que visam amedrontar os setores de
esquerda e se prevenirem de medidas que lhes tolham do poder corporativo e
manipulatório que caracterizam a grande imprensa brasileira. O ministro deu
exemplos de como não deve se tomar uma decisão judicial. Jamais um juiz pode
julgar em cima de pressupostos, do que poderá acontecer, do que o presidente da
Câmara irá fazer, mas sim, baseando-se em fatos, e reagindo aqueles, quando
solicitado, se porventura agrida a Constituição Federal, ou mesmo as próprias
decisões do Supremo.
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| Sugiro essa leitura. Link abaixo. |
Que os setores democráticos fiquem atentos, e preocupem-se com o que já aconteceu em outros países, como Honduras, Paraguai, Equador e Bolívia, onde golpes, ou tentativas de golpes "legalizados" institucionalmente ameaçaram e depuseram presidentes eleitos legitimamente. Pode-se dizer que há um exagero nessa preocupação, mas a história política de nosso país e do Continente com um todo sempre deve nos deixar apreensivos e atentos para os impulsos golpistas e autoritários. A luta contra o poder midiático, em curso na Argentina, é visto com uma "espada de Dâmocles", que ameaça as corporações desse setor, e por isso mexe com esses instintos anti-democráticos a fim de manter velhos privilégios.
O fantasma do autoritarismo continua a ameaçar a frágil democracia brasileira e latinoamericana.
O fantasma do autoritarismo continua a ameaçar a frágil democracia brasileira e latinoamericana.
QUEM MANDA NO MUNDO – Dossiê Le
Monde Diplomatique:
http://www.diplomatique.org.br/edicoes_especiais_det.php?id=10

